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O Supremo Conselho do Rito Moderno

O

Grande Oriente do Brasil – inicialmente Grande Oriente Brasílico – foi criado em 1822 e adotou o Rito Moderno. E isso é comprovado, através de atas do Grande Oriente, em 1822:

“Da ata da sessão do 22º dia do 4º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822 (12 de julho de 1822), do Grande Oriente, consta a discussão de proposta de elevação ao grau de Eleito Secreto (o quarto grau do Rito Moderno), dos Irmãos Zimmerman, Sertório, Ícaro, Castor e Vasco da Gama (nomes simbólicos, costume da época, hoje só mantido pelo Rito Adonhiramita). Mais adiante, na mesma ata, em resposta ao pedido de elevação ao mestrado, de outros obreiros, consta que ficaram na espera os Irmãos Curius, Procion, Celso, Lycurgo e Baudeloque, mandando recomendar, a Grande Loja (órgão executivo do Grande Oriente), a esses obreiros, que se lembrassem de que, adotada a Maçonaria dos sete graus, o grau de Mestre tornava-se muito respeitável e que, se eles tinham verdadeiro amor pela Ordem, deveriam querer que fosse mais lenta essa concessão de graus, para torná-los mais valiosos (uma verdadeira lição para os afoitos, que querem subir a jato, sem conhecimentos suficientes).”

A Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos Ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito. Em 12 de janeiro de 1842, com a promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, foi reorganizado o Grande Colégio dos Ritos, com os três ritos então praticados, por Manoel Joaquim de Menezes. Com a Constituição de 1855, foi criado, o Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis.

Com a extinção do Grande Colégio, foi formado o Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis, com a participação dos Ritos Moderno e Adonhiramita, cujo Regulamento Geral seria aprovado em 7 de maio de 1858, ressalta nos textos abaixo, discordando da data de 1842 de Fundação do Rito Moderno, apoiando o ano de 1874:

“Em 1839 (1 DE SETEMBRO), ano em que a Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito. Este último havia sido introduzido em 1829 e seu Supremo Conselho, fundado em 1832, sendo Obediência independente, começava a criar suas próprias Lojas. Em 1842 (12 DE JANEIRO), com a promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, foi reorganizado o Grande Colégio dos Ritos, com os três ritos então praticados, o que mostra como foi extemporânea a comemoração, em 1992, no Rio de Janeiro, do “sesquicentenário” da Oficina Chefe do Rito Moderno.”

Destacando:

“O Grande Capítulo do Rito Moderno, na realidade, só surgiria em novembro de 1874, depois da criação do Grande Capítulo Noachita e a conseqüente saída deste do Capítulo dos Ritos Azuis. O atual título da Oficina Chefe, Supremo Conselho do Rito Moderno para o Brasil, é bem mais recente, de 1976.” Ou seja, aqui aparece pela primeira vez o título “Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês” dado pela Obediência GOB.

O Grande Colégio de Ritos do GOB praticava os ritos simbólicos e filosóficos. O Grande Oriente do Brasil era uma Obediência mista (simbólico-filosófica), numa situação que iria perdurar até 1951. A separação das Obediências Simbólicas e Filosóficas só ocorreria em 1951, pelo GOB, conforme será visto adiante.

Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos Ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito. Em 1842, com a promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, foi reorganizado o Grande Colégio dos Ritos, com os três ritos então praticados. Ocorrem divergências entre os vários Irmãos no tocante às datas e ao histórico relativo ao Rito Moderno:

a) A Obediência Filosófica no Brasil foi fundada pelo Irmão Manoel Joaquim de Menezes, como Grande Capítulo dos Ritos Azuis, em 1842.”
A Constituição do GOB de 1855 criou o Capítulo dos Ritos Azuis. Os chamados Ritos Azuis referem-se aos Ritos Moderno e Adonhiramita, cujas cores são azuis, cujo Regulamento Geral seria somente aprovado somente a 7 de maio de 1858.
Prossegue Alcio de Alencar Antunes: “Com a separação dos Ritos Azuis, passou a funcionar sob a denominação de Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês, a partir de 25 de novembro de 1874 (Sessão No. 227).”
Esta separação ocorreu depois da criação do Grande Capítulo Noachita (nome alusivo a Noah, ou Noé), e a conseqüente saída do Rito Adonhiramita, do Capítulo dos Ritos Azuis.

b) De acordo com o DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, Página 63, Seção 1, Constituição de 12/06/1954, do GRANDE CAPITULO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL, este foi fundado por Manoel Joaquim de Menezes em 1842, com o Titulo de Grande Capitulo Geral dos Ritos Azuis. Aceito e Reconhecido pelo Grande Oriente do Brasil como Grande Oficina Chefe do Rito Moderno ou.Francês no Brasil pela Constituição e Estatutos Gerais da Maçonaria, promulgado pelo Decreto Lei de 20. De abril de 1855 da E.V. passou, a funcionar com o Titulo de Grande ,Capítulo do Rito Moderno ou Francês em 25 de novembro de 1874 E.V. (sessão 227).

Nota: De acordo deste Diário Oficial da União estava como Soberano Grande Inspetor do RM o Ir.:. Porfírio Augusto Ferreira Lima (período 1953-1956).

Nota: A 23 de maio, pelo Decreto nº 1641, o Grão-Mestre do GOB, Joaquim Rodrigues Neves, promulgava a nova Constituição, a qual passava a reger apenas a Maçonaria Simbólica, fazendo com que o Grande Oriente voltasse a ser uma Obediência estritamente simbólica, separando-se das Oficinas Chefes de Rito.

c) Abordando a data da separação dos Graus Simbólicos e Filosóficos, pelo GOB, em 1951:

“O Grande Oriente do Brasil criou, pelo Decreto nº 21, de 2 de abril de 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noachitas, ligado, como Supremo Conselho Escocês, ao Grande Oriente. Este (GOB) era uma Obediência mista (simbólico-filosófica), numa situação que iria perdurar até 1951. Nesse ano, a 23 de maio, pelo Decreto nº 1641, o Grão-Mestre do GOB, Joaquim Rodrigues Neves, promulgava a nova Constituição, a qual passava a reger apenas a Maçonaria Simbólica, fazendo com que o Grande Oriente voltasse a ser uma Obediência estritamente simbólica, separando-se das Oficinas Chefes de Rito. A Constituição esclarecia que o Grande Oriente “com elas mantém relações da mais estreita amizade e tratados de reconhecimento, mas não divide com elas o governo dos três primeiros graus, baseados na lenda de Hiram, que exerce na mais completa independência em toda a sua vasta jurisdição”.

d) De acordo com o Irmão José Coelho da Silva (A Missão do Rito Moderno, SCRM, p. 22, 1994), que foi Soberano Grande Inspetor Geral do Rito Moderno por 14 anos, a partir de 1974:

“Cada uma dessas Grandes Oficinas Litúrgicas mantém um “TRATADO DE MÚTUO RECONHECIMENTO” com a Potência Simbólica, no caso do Rito Moderno, com o GRANDE ORIENTE DO BRASIL, pelo qual estão reguladas as atribuições de cada Corpo Maçônico, estando definida, inclusive, a igualdade de direitos, nos atos solenes, entre o Grão-Mestre Geral e o Soberano Grande Inspetor Geral do Rito Moderno. Isto porque, desde 1842, quando de sua fundação, foi considerada a nossa Grande Oficina como o MANDATÁRIO EXCLUSIVO DO RITO MODERNO OU FRANCÊS NO BRASIL, ratificado pela Constituição e Estatutos Gerais da Maçonaria, de 25 de novembro de 1863, promulgada em 25 de novembro de 1865 como a Lei Fundamental da Ordem Maçônica no Império do Brasil. Passou a funcionar com o título de GRANDE CAPÍTULO DO RITO MODERNO OU FRANCÊS a partir de 25 de novembro de 1874 e MUITO PODEROSO E SUBLIME CAPÍTULO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL a partir de 9 de março de 1953. Já em 1976 teve a Constituição atualizada, passando a denominar-se SUPREMO CONSELHO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL, resguardando as finalidades e a competência, mas ampliando as suas conquistas em relação à demais potências filosóficas.”

e) Segundo o Soberano Grande Inspetor Geral do Rito Moderno de Honra José Maria Bonachi Batalla (A Brief History of the Modern Rite in Brazil ):

“The Very Mighty and Sublime Grand Chapter of the Modern Rite for Brazil (O Muito Poderoso e Sublime Grande Capítulo do Rito Moderno para o Brasil ) was founded by Manoel Joaquim Menezes, in 1842 under the title of The Grand Chapter of Blue Rites (O Grande Capítulo dos Ritos Azuis). It was accepted and recognized as Grand Head of the Modern Rite in Brazil by the Grand Orient of Brazil.
On November 25. 1874, it chose to operate under the name of Grand Chapter of the Modern or French Rite (Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês).”

CONCLUSÕES

O Grande Colégio dos Ritos do GOB praticava os ritos simbólicos e filosóficos. O Grande Oriente do Brasil era uma Obediência mista (simbólico-filosófica), numa situação que iria perdurar até 1951. A separação das Obediências Simbólicas e Filosóficas só ocorreria em 1951, pelo GOB. A Constituição esclarecia que o Grande Oriente “com elas mantém relações da mais estreita amizade e tratados de reconhecimento, mas não divide com elas o governo dos três primeiros graus.”

Em 23 de maio de 1951, pelo Decreto nº 1641, o Grão-Mestre do GOB, Joaquim Rodrigues Neves, promulgava a nova Constituição, a qual passava a reger apenas a Maçonaria Simbólica, fazendo com que o Grande Oriente voltasse a ser uma Obediência estritamente simbólica, separando-se das Oficinas Chefes de Rito.

O Grande Oriente do Brasil — inicialmente Grande Oriente Brasílico — criado em 1822, adotou o Rito Moderno. E isso é comprovado, pela História do GOB,.através de suas atas em 1822. Foi o Rito adotado pelos seus Altos Corpos.

Observa-se que o ano de Fundação do Supremo Conselho do Rito Moderno adotado pelos vários Soberanos de Honra, José Coelho da Silva, Alcio de Alencar Antunes e José Maria Bonachi Batalla é o de 1842, quando da fase do Grande Colégio dos Ritos, do GOB.
Da mesma maneira, a reorganização em 1842 pelo Irmão Manoel Joaquim Menezes, Membro do GOB, do Grande Colégio dos Ritos, então praticados no GOB, é, também, considerado pelos mesmos Soberanos de Honra do SCRM, como fundador da Oficina Chefe deste Rito.
O registro no Diário Oficial da União, da Constituição do então Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês, em 12/06/1954, confirma tanto o ano de Fundação 1842, assim como o seu fundador José Joaquim de Menezes.

A promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, de 12 de janeiro de 1842, ajudou a reorganizar o Grande Colégio dos Ritos, então praticados. Não foi encontrada uma data abrangendo dia e mês para a criação do Grande Colégio dos Ritos, incluindo o Rito Moderno; o ano é de 1842.

De acordo com a Constituição de 1855, foi criado, apenas para atender aos Ritos Moderno e Adonhiramita, o Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis. O Regulamento Geral do Grande Capítulo dos Ritos Azuis só foi aprovado em 7 de maio de 1858.

Só a 25 de novembro de 1874 é que desapareceria o Grande Capítulo dos Ritos Azuis, com o surgimento do Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês. Esta data é considerada pelo Ir.:. José Castellani como a data da Fundação da Oficina Chefe.

Tudo indica com a separação das Potências GOB e Oficina Chefe do GRANDE CAPITULO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL, através da primeira Constituição de 12/06/1954, que o primeiro SGIGRM foi o Ir.’. Porfírio Augusto Ferreira Lima.